Profile

Manoela Alves.
Eu sou como uma unfinished song: dá pra ouvir e dá até pra gostar, mas também dá pra melhorar. Sou do Rio de Janeiro, tenho 21 anos, tenho uma coisa engraçada com música, uns muitos GB delas e escrevo esporadicamente. Ou não, depende do que ando sentindo, quando sinto. ' Nunca dispenso um sorvete, principalmente se for com jujuba. Sou meio no mundo da lua, autisto, no bom sentido, às vezes. Gosto de viajar em ambos os sentidos e amo coisas em que não sou boa, tipo cantar, dançar, atuar, escrever...



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Coisas que eu gosto por aí


Música. Shows. Viagens. Sorvete & Jujuba. Polaroid. Fotografia. Sol. Chuva. Dia. Noite. Abraços. Unhas Vermelhas. Tecnologia. Apple. Filmes, muitos filmes. Carros. Video Game. Livros. Seriados. Balões, eu adoro balões *-*. Coisas Coloridas. Coisas P/B. Ballet. Dançar. Devaneiar. Distinguir sinônimos. Inventar palavras.



Coisas que eu digo por aí


Tem mulher que gosta de homem com pelos no peito. Eu gosto de homem com tatuagens no peito. Eu gosto de homem com tatuagens. Eu gosto de homem.






O Excesso do Vazio

Falar sobre o que se sente falta é difícil, né? Primeiro, porque falar sobre qualquer sentimento já é complicado; sentimentos são abstratos, não são plausíveis a definições, não cabem nas breves definições das palavras. Segundo, porque a falta se trata de algo que não temos, algo que queremos mas que, por vezes, nem sequer lembramos. Então, junte as duas impossibilidades e tente falar sobre, é complicado. Mas, como isso não é pior do que o que sinto, eu me atreverei a fazê-lo. Ou tentar, ao menos.
Eu sinto falta de amor. De amor de homem, de amor de corpo, de amor de corpos & corações. Eu sou uma romântinca incurável em estado terminal e parte disso eu devo ao Alan (sintaticamente falando!) e, sendo assim, eu vivo um paradoxo sentimental impressionante. Ao mesmo tempo que sinto um vazio imensurável, eu sinto que tenho tanto, mas tanto dentro de mim que preciso de outrém para compartilhar. Preciso de alguém para receber isso, para tirar de mim essa sensção que me sufoca de uma maneira estranha e inexplicável!
O vazio se dá pela falta desse alguém, pela falta de uma mão na minha, de uma palavra no meu ouvido, de um rosto no meu colo, de um corpo no meu. E o excesso que transborda em mim é de todas as coisas que quero fazer, tudo aquilo que quero sentir, o que quero viver.
Todos os dias eu cozinho e eu sinto falta de alguém na cozinha comigo, me perturbando com mãos bobas e atrevidas, em momentos inoportunos.
Nas raras vezes em que assisto televisão, eu sinto falta de alguém para se expremer no sofá comigo, para dividir o que quer que estejamos comendo, para eu mandar levantar e trocar o canal porque perdemos o controle em meio ao emaranhado que nos transformamos.
Quando eu ouço minhas love songs, eu sinto falta de alguém comigo. Eu tenho muitas delas: bonitas, tristes, profundas, bregas, inesquecíveis, eternas… e vira-e-mexe eu as estou ouvindo para preencher o vazio do excesso.
Sinto falta das coisas piegas, das coisas cafonas, das coisas de casal. Sinto falta de um par para dançar, de uma mente para planejar com a minha, de um coração para sonhar com o meu. Sinto falta de ter alguém para quem cozinhar. Sim, eu adoro cozinhar e adoro ouvir que a minha comida estava ótima!
Por vezes, eu me pego fazendo coisas de homem, como consertar um choveiro, pregar a tampa do vaso, desentupir a pia, instalar um eletrodoméstico novo e, então, eu me pergunto onde ele está, onde ele se meteu que não veio até mim me ajudar. Não veio viver minha vida comigo, não veio fazer as coisas de homem que ele deveria fazer, enquanto eu faria coisas de mulher, como preparar uma fritada com calabresa e batata pra gente comer rapidinho e matar a fome instantaneamente.

Me pergunto quanto tempo mais ele demorará para chegar. Questiono se ele me quer também, se ele deseja que minha falta se transforme em minha presença. Me pergunto o que estou fazendo de errado, se estou desejando errado, se estou oferecendo tudo errado! Tudo o que eu falei anteriormente são as coisas que eu quero para mim, é tudo o que eu quero viver. Coisas que quero viver a dois. Mas será que existe um outro ser do sexo oposto desejando isso? Será que alguém busca o que eu tenho para oferecer? Será? Se houver, eu quero saber, eu quero encontrar. Eu quero convidar a fazer parte da minha vida e ser, finalmente, o equilíbrio entre a falta e o excesso!

- Manoela Alves