
Manoela Alves.

Um cara e Complicado são pautas para o resto da vida
Eu escrevo e gosto disso. Escrevo sobre o que sinto, o que penso, o que senti, vivi, pensei. Sobre o que queria viver, sobre o que já desisti, sobre o que me engano que já não me importa, sobre o que sei e até sobre o que penso que sei. Mas geralmente tem um componente masculino por trás de cada texto, ou de algum, ou de algum paragrafo, ao menos, mesmo que não seja necessariamente sobre mim e tal. É porque essa espécie de mamífero nos faz pensar demais, nós, pobre espécie feminina, mamífera e racional. Sim, racional! Esse papo de que mulher é emocional é bobagem. Se mulher fosse assim tão emocional, não perderia tanto tempo pensando. E qual é o assunto, no mínimo, frequente a esses pensamentos? Macho! Isso explica a primeira parte do título deste post. - Mas e a segunda?, você deve estar se perguntando. Então, vem comigo!
Certa vez eu li - e você talvez já tenha lido também - o texto a seguir, que expressa exatamente o porquê de termos tanta “complicação” em nossas vidas e que somos nós os responsáveis por elas.
O fácil não me atrai não me puxa e me desdobra, o fácil é invisível aos meus olhos. O fácil não tem gosto de mistério, não alimenta meu cérebro com planos mirabolantes. O fácil não me faz cantarolar mesmo em dias tristes. O fácil por ser tão fácil já sugou todas as palavras e mal lhe sobra o que escrever. O fácil é palavra mastigada, história repetida, final previsível. O fácil não me faz questionamentos e logo eu que adoro uma pergunta… Só encaixa se for difícil, minha sina é montar quebra-cabeças daqueles de mil peças e detalhes intermináveis aqueles que já na embalagem avisam: Difícil. E basta isso para que eu já queira levar pra casa.
Um amor que consuma. Paixão, aventura e até um pouquinho de perigo é o que todos querem, até a Elena Gilbert! Mas isso não está à nossa espera ali na esquina do sorvete, da padaria ou do podrão. Isso não é fácil e, portanto, automaticamente se categoriza como complicado e… voilà, lá estamos nós na complicação. Por vezes nem é a primeira vez. A última então…
Bom, gente, desculpa, pra um assunto desses este post não tem remédio, conselho ou algo do tipo. Mas quando sabemos o porquê de alguma coisa, fica mais fácil corrigir. Bom, talvez não fique tão mais fácil mas pode dar uma aliviada, né? Na pior das hipóteses, só de saber o tal porquê a gente se livra daquele outro bem torturante: POR QUEEEE???
Ps.: Mas cá entre nós, de vez em quando os daydreams compensam os nightmares, não é mesmo?Mas só de vez em quando, hein? Por favor! ;)